sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Reticente

Alguns dias eu quero ser simples, ou quero mais do que posso ter... algo que soe na boca como uma pequena nuvem a desmanchar suavemente... docemente leve... docemente simples.
Nesses dias não se pode ter o que se têm... a distância me impede... e nessa impossibilidade, não se quer ter o que já foi conquistado.
Em tais dias a presença ausente de uma face agradável... um contato pelo olhar... a pele que respira... e o convite me agrada...
Um dia eu queria... suspender meus temores e amores... e poder aproveitar a tua oferta reticente...
e poder acordar sem nenhum pesar... sentir apenas o gosto dessa lembrança... e a vida continua num outro dia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rede furada!

Durante meu período conturbado de estudo e distração com namoro e outros tipos de complicações,Sempre bate uma preguiça de escrever... bem, talvez não seja preguiça, mas o acumulo de coisas que eu preciso fazer, e incluindo o fato de sempre me dá vontade de escrever quando não estou com um bloquinho na mão ou dentro do ônibus, meus pensamentos foram expressos apenas fragmentadamente para os meus colegas de faculdade... muito triste! Até o meu "diário" está desatualizado, a quase tanto tempo quanto o blog... Entretanto, pensando nisso e depois de ter lido uma parte do livro Seduzidos pela memória que fazia parte da ementa da cadeira de Comunicação e Museus (cadeira excelente) li algo que me fez refletir muito:
“ Refletindo sobre este tema, um gerente sênior de tecnologia da informação dos arquivos canadenses teria dito recentemente: ‘É uma das maiores ironias da idade da informação. Se não encontrarmos métodos de preservação duradoura das gravações eletrônicas, esta poderá ser a era sem memória.’ De fato, a ameaça do esquecimento emerge da própria tecnologia à qual confiamos o vasto corpo de registros eletrônicos e dados, esta parte mais significativa da memória cultural do nosso tempo.”

Ao ler isso senti um nó no estomago. Pessoalmente (o que seria dizer individualmente) eu não me sentiria tão frustrada pelo fato de tentar armazenar o mínimo possível da minha memória pelos meios eletrônicos: sempre tive o pensamento de que o computador seria a forma mais perigosa de guardar qualquer tesouro meu. Mas visando de uma forma social, se o mundo de memória virtual fosse apagado (sabe-se que ainda não existem métodos seguros que façam com que elas durem eternamente) a memória de bilhões de pessoas simplesmente não existiria mais, os blogueiros assíduos simplesmente voltariam ao seu mundo de anonimato e esquecimento... Talvez uma depressão global, que no final acabaria me atingindo também.
Então pare (vc já está parado!) e pense: tem certeza que você deseja armazenar sua vida nessa rede?

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