Se depender de mim o cinema não ficará vazio
Se depender de mim o vinho nunca será sozinho
Se depender de mim o desespero nunca tem prazo
Se depender dos outros o sinal está fechado
Se depender deles o fim não é o resultado
Se depender não se depende
É melhor pedir pra não perder
É melhor não fingir se estar contente
Se depender de mim os abraços nunca terminariam
E a dor não teria espaço
A única dor seria a dor da saudade de pensar-te longe
Se dependesse do meu desespero eu me encontraria no lago
Se dependesse de você? Eu prefiro não depender.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
“Terça, 4
Passando por Newark ao meio-dia, pude ver a ponte de Nova York, já escurecida pela poeira no ar, na noite criada por uma tempestade. Poderia ser o fim do mundo.
Acho que o mundo vai acabar em preto e branco, igual a um filme antigo. (Cabelo preto como carvão, amor, pele branca como a neve.) Talvez, enquanto haja cores, consigamos sobreviver. (Lábios vermelhos como sangue, procuro sempre me lembrar.)
Cheguei a Boston de tardezinha. Eu me pego procurando-a em espelhos e reflexos. Em certos dias, me lembro de quando os brancos chegaram a esta terra, e quando os pretos cambalearam no porto, acorrentados. Eu me lembro de quando os vermelhos andavam por esta terra, quando ela era mais jovem.
Eu me lembro de quando a terra estava sozinha.
- Como alguém pode vender a própria mãe? – Foi isso que as primeiras pessoas disseram, quando lhes pediram que vendessem a terra na qual pisavam.
Quarta, 5
Ela falou comigo na noite passada, Era ela, tenho certeza. Passei por um telefone público na rua em Metairie, LA. Ele tocou. Peguei o fone.
- Você está bem? – uma voz perguntou.
- Quem é? – eu quis saber. – Talvez você tenha discados o número errado.
Passando por Newark ao meio-dia, pude ver a ponte de Nova York, já escurecida pela poeira no ar, na noite criada por uma tempestade. Poderia ser o fim do mundo.
Acho que o mundo vai acabar em preto e branco, igual a um filme antigo. (Cabelo preto como carvão, amor, pele branca como a neve.) Talvez, enquanto haja cores, consigamos sobreviver. (Lábios vermelhos como sangue, procuro sempre me lembrar.)
Cheguei a Boston de tardezinha. Eu me pego procurando-a em espelhos e reflexos. Em certos dias, me lembro de quando os brancos chegaram a esta terra, e quando os pretos cambalearam no porto, acorrentados. Eu me lembro de quando os vermelhos andavam por esta terra, quando ela era mais jovem.
Eu me lembro de quando a terra estava sozinha.
- Como alguém pode vender a própria mãe? – Foi isso que as primeiras pessoas disseram, quando lhes pediram que vendessem a terra na qual pisavam.
Quarta, 5
Ela falou comigo na noite passada, Era ela, tenho certeza. Passei por um telefone público na rua em Metairie, LA. Ele tocou. Peguei o fone.
- Você está bem? – uma voz perguntou.
- Quem é? – eu quis saber. – Talvez você tenha discados o número errado.
- Talvez – ela disse.
– Mas você está bem?
- Não sei – respondi.
- Não sei – respondi.
- Saiba que você é
ama – ela disse. E eu sabia que só podia ser ela. Queria lhe dizer que também a
amava, mas ela já tinha desligado. Se é que era ela. Só falou por um momento.
Talvez tenha sido engano, mas acho que não foi.
Estou tão perto agora. Tenho um cartão-postal de um sem-teto na calçada com um cobertor cheio de coisas e escrevo Lembre-se no cartão, com batom, para que eu não me esqueça mais, mas o vento vem e o leva embora, e acho que, por enquanto, vou continuar andando.”
Páginas de um Diário Encontrado numa Caixa de Sapatos Abandonada num Ônibus da Greyhound em Algum Lugar entre Tulsa, Oklahoma, e Louisville, Kentucky - Neil Gaiman (Coisas frágeis 2)
Estou tão perto agora. Tenho um cartão-postal de um sem-teto na calçada com um cobertor cheio de coisas e escrevo Lembre-se no cartão, com batom, para que eu não me esqueça mais, mas o vento vem e o leva embora, e acho que, por enquanto, vou continuar andando.”
Páginas de um Diário Encontrado numa Caixa de Sapatos Abandonada num Ônibus da Greyhound em Algum Lugar entre Tulsa, Oklahoma, e Louisville, Kentucky - Neil Gaiman (Coisas frágeis 2)
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Mesmo eu não querendo
Não consigo não sentir...
O vidro abafado e a noite que permeia lá fora a rua
não são suficientes,
As vozes que ouço parecem sussurros poucos identificáveis
E na ausência eu sinto
Sinto meu coração pulsar sobre o móvel
Mesmo quando respiro fundo
Eu sinto que deveria chorar,
Que talvez nunca mais te farei dormir enquanto você descansa sob meu colo
Agora sinto o quão difícil é compreender sua linguagem
você Sul... eu norte.
e eu só sinto.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Raquel
Na neblina de um dia úmido a face parecia esconder-se na nevoa que o vento não cessava de espalhar. A nevoa que o vento espalhava brincava com o seu cabelo que lhe acariciava a face, que ninfa por natureza sabia que do seu carinho brotaria um sorriso. Enquanto isso seu vestido vermelho florado dançava com sua pele amendoada.
Ela vinha quase levitando e seu olhar que tem sabor de vinho branco, vinha de encontro com a minha face. Fechei meus olhos. Uma nevoa quente fofa como uma nuvem e cheiro de bolo cortado me abraçou. Meu coração parou. A respiração não era algo que eu lembrava como fazer. Ela estava na minha frente a sorrir. Os fios dourados de seus cabelo iluminava o olhar.
- Você está bem?- coração dispara.
- Sim.. sim!
Um sorriso lindo calaram as minhas palavras.
- Vou nessa, até mais!
A neblina baixou. O chão era marrom-amarelado. A areia era áspera. Tudo era seco.
- Até.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Flor artificial
O problema é que eu procuro uma naturalidade nas relações humanas que não são mais naturais... é como achar que plástico é flor ou que Coca é água. Sim, existe a matéria-prima que seria algo natural... mas depois disso é tudo processado e fabricado até chegar ao produto final acabado. E o que fazer com isso?
domingo, 23 de setembro de 2012
Joyeux anniverssaire, Bê!
Bem, hoje é daqueles dias em que eu me sinto de fato uma
Hoje eu queria pegar um avião e conseguir chegar lá em Itabuna, sabe? E dar um abração muito, mas muitooo forte na minha Bê que está fazendo 18 anos hoje \o/
Não, eu não costumo ser assim tão feliz no aniversário dos amigos... mas a Bê é especial d+!
Sabe, eu a conheci como um casal (por sinal o casal mais lindo que eu conheceria) e achei de fato que elas eram muito lindas... mas a internet não ajuda muito a criar amizades que podemos considerar como verdadeiras, contudo o nosso caso não foi assim. E hoje eu fico contente por você ter me ajudado tanto com os meus problemas, mais feliz ainda por termos resolvido "a crise" e por ter aprendido a conhecer cada uma desse casal, como uma e não mais apenas "casal" ( apesar de as vezes ser difícil, sabe? já que ficam uma entrando na conta da outra e eu não saber com quem eu falo -.-).
Mas deixe estar, que jaja eu consigo te ver pessoalmente, minha Bebê manhosa, e vou te mimar bastante! até a Mah me expulsar da casa \o/
Hoje é o dia em que lembro como foi bom ter te conhecido, Bê e como eu desejo que você continue sempre presente (mesmo longe) na minha vida.
Fim da declaração.
sábado, 4 de agosto de 2012
Tarde de inspiração
Só admirem...
E isso também... aproximem p/ ver os detalhes: perfeito! http://www.googleartproject.com/pt-br/galleries/24222485/24218378/24278843/
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