Ela sempre teve o desejo de falar,
A boca que se abre... O corpo que toca.
Ela tem a impressão de sempre ter falado, ou ao menos, sempre tentou.
Diziam-na que se falava ao abrir a boca e emitir sons;
formava algumas palavras e formava um verso;
criava uns rabiscos e criava uma face;
Algumas pinceladas e surgia uma paisagem.
As respostas nunca vieram.
Talvez tudo o que ela tenha dito não passe de impressões do tempo que a assombrava,
Talvez fossem algumas cores,
Talvez até hoje ela não tenha aprendido a falar,
Ou quem sabe ela realmente fale através de palavras simples, de cores fortes e rabiscos rápidos.
Nesse desejo de falar, quando alguém irá ouvir?
(Recife, 17 de julho 2012 as 21 horas)
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